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Portugal, segue a tendência mundial: a rápida progressão do envelhecimento. A população portuguesa com mais de 65 anos representa 21,1% do total da população (INE, 2016). 

As alterações naturais ligadas ao envelhecimento no aspeto biológico são apresentadas através dos sistemas: cardiovascular, imunológico, endócrino, reprodutor, músculo-esquelético, nervoso, respiratório, gastrointestinal, renal e a nível celular (Mazo; 2001).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que a fragilidade física nos idosos associada a estilos de vida sedentários e menos saudáveis constituem as principais razões para o surgimento de doenças crónicas não transmissíveis. Os determinantes de um envelhecimento saudável são a prática regular da atividade física (AF), Índice de Massa Corporal dentro dos parâmetros normais e um estilo de vida saudável (Peel et al., 2004).

Embora nenhuma AF possa interromper o processo de envelhecimento biológico, há evidências que uma prática regular pode proporcionar benefícios psicológicos, cognitivos, minimizar os efeitos fisiológicos de um estilo de vida sedentário e aumentar a expectativa de vida ativa (Wojtek J. et al, 2016).

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS) o termo AF contempla qualquer movimento realizado pelo corpo e que resulte num dispêndio energético acima dos valores de repouso. Esta definição integra vários contextos como andar, dançar, jardinagem, atividades domésticas, desporto, etc (OMS, 2015). Exercício físico é a prática planeada de AF, realizado com um objetivo e tempo específico. O termo desporto associa-se ao jogo e à competição, correspondendo ao sistema organizado de movimentos e técnicas corporais executados no contexto de atividades competitivas regulamentadas.

A OMS preconiza que 150 minutos por semana de AF de intensidade moderada a vigorosa (AFMV) o equivalente a 500-1000 Metabolic Equivalent of Task (MET), é o ideal para obterem benefícios, mas dificilmente é alcançado pelas pessoas idosas. O MET é uma unidade de medida que descreve o gasto de energia ocorrido durante uma AF específica, de 3 – 5,9 MET é definida como moderada e ≥ 6 MET é considerada vigorosa. Estudos demonstraram que a realização 500-1000 MET/semana reduziu a mortalidade em 30% e que AFMV abaixo das recomendações atuais reduziu a mortalidade em 22% na população idosa (Hupin, 2015).

Mundialmente cerca de 23% do total de doenças é atribuível a condições que afetam pessoas com idade ≥ 60 anos. As principais doenças são as crónicas não transmissíveis, como as doenças cardiovasculares, as neoplasias malignas, as doenças respiratórias crónicas, as doenças musculosqueléticas, os distúrbios neurológicos e mentais (Prince et al. 2015). A sobrevivência na presença destas doenças também resulta na perda de funcionalidade em idades mais avançadas (Suzman, et al, 2015).

Em Portugal, as doenças cardiovasculares, diabetes tipo II e tumores, representam 58,7% do total de mortes, sendo que sua maioria incide nas pessoas com idade ≥ 65 anos (INE, 2016).

A prática regular de AF reduz o risco de desenvolvimento várias patologias, pelo que se recomendada como uma intervenção terapêutica para o tratamento das mesmas (Wojtek J. et al, 2016).

Em 2016 surge o Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física (PNPAF). Funciona como mecanismo de implementação da Estratégia Nacional para a Promoção da Atividade Física, da Saúde e do Bem-estar, os objetivos centrais são consciencializar a população para a importância da AF e a implementação de políticas que visem a diminuição do sedentarismo.

Em 2018 foi lançado o Plano de Ação Mundial para a Promoção da Atividade Física 2018-2030 (PAMPAF), “Pessoas Mais Ativas para um Mundo Mais Saudável”. Este plano dá orientações claras para a promoção da prática da AF junto das populações. e dá relevância aos municípios como seus parceiros (DGS, 2018).

Dados do Eurobarómetro (2018) revelaram que 72% dos portugueses nunca fizeram AFMV. Mazo et al, (2014) aponta como fatores influenciadores para uma adoção da prática de AF: a família e suas atribuições, a AF e sua metodologia, atitudes positivas perante a prática de AF, estar com o outro e a forma positiva de vivenciar o envelhecimento, a AF de preferência e as indicações para a sua prática.

Por todos os motivos referenciados e atendendo à situação de pandemia em que nos encontramos, que infelizmente nos impele ao isolamento social, podemos promover pequenos momentos de atividade física em casa, utilizando a criatividade e os materiais do dia-a-dia, sendo que a internet dá uma ajudinha pois encontramos vários programas simples, conforme nos vídeos abaixo:

Neurovagos, a sua saúde é a nossa prioridade!

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